Capítulo I - Como mudar sua vida em apenas cinco minutos:
Lá estava ela, deitada em sua cama, escrevendo em seu diário. Hoje ela tinha falado com o Luiz, aquele gato, e é claro que não podia deixar de contar para o seu confidente, seu diário (Anne, como ela o chamava).
De repente, Lyra ouviu um grito
-Lyra! Venha aqui em baixo agora! – Gritou sua mãe, Louise Blair. Lyra nunca tinha a ouvido gritar naquele jeito, então nem pensou duas vezes, e imediatamente desceu as escadas. Sra. Blair estava com uma expressão assustada – Essa senhora aqui quer falar com você. – disse, conduzindo-a até o hall de entrada.
Lyra olhou para o lado, e se surpreendeu ao encontrar uma senhora num traje realmente excêntrico. Ela usava vestes compridas, roxo berrante, e um chapéu pontudo, do tipo que ela usava nos halloweens junto com fantasias de bruxa. A senhora tinha os cabelos soltos, da cor castanha, que lhe caíam sobre os ombros. Seus olhos também eram castanhos, e ela não aparentava ter mais que 35 anos. Tinha um ar bastante jovial e divertido, e segurava em suas mãos alguns pergaminhos e um objeto cilíndrico, de uns 30cm. de comprimento. Era de madeira trabalhada.
- Por acaso, teria algum lugar onde pudéssemos nos sentar? Ou então, algum lugar mais amplo, em que eu posso conjurar algumas poltronas? – Disse a senhora para a Sra. Blair. A Sra. Blair, não entendeu muito, então resolveu simplesmente levá-la até a sala de estar. Lá chegando, sentaram-se cada um em uma cadeira, e a senhora começou a falar
- Meu nome é Samantha Meyer, mas pode me chamar de Professora Meyer ou Professora Samantha. Eu vim aqui avisar que a senhorita Lyra Blair ganhou uma bolsa no colégio em que eu leciono...
- Mas eu não inscrevi Lyra em nenhum colégio! Como ela pode ter ganho uma bolsa? – Interrompeu a Sra. Blair, exasperada.
- A senhora pode me deixar continuar? – Respondeu-lhe secamente a Profª Meyer.
- Desculpe-me. – Disse Louise, aparentemente constrangida.
- Como eu ia dizendo, a senhorita ganhou uma bolsa para a escola de magia e bruxaria de Hogwarts...
- Magia e bruxaria? Como assim? Quero dizer... não existem bruxos, não é? Isso tudo é uma pegadinha, certo? – Lyra estava completamente confusa. Não podiam existir bruxos! Isso desafia tudo o que ela já tinha aprendido até hoje!
- Sim, senhorita, magia e bruxaria. Isso não é uma pegadinha, e tanto existem bruxos como você é uma. – Disse a Profª Meyer, rindo-se
- Mas... como assim? Me explica direitinho essa história! Como eu posso ser uma bruxa sendo que nem ao menos sabia disso? Aliás, nem sabiam que vocês – quero dizer, nós existíamos! – Agora Lyra estava meio tonta, é muita informação de uma vez!
- Ora, Srta. Blair. – Disse Profª Meyer - O ministério acompanha os casos de magia praticados por menores de idade, ou seja, menores de desessete anos. E foi constado que a senhorita tem aptidão para a magia. A magia costuma aparecer por volta dos sete anos, em momentos de risco, tensão, ou mesmo quando se está apenas brincando. Normalmente, quando você faz algo involuntáriamente, algo que normalmenter seria tido como anormalidade, é magia. Você não percebe, pois acredita que ela não exista. Mas existe, e está ao seu redor. Como na noite de 28 de julho a senhorita completou onze anos, agora será convidada para integrar uma escola de magia e bruxaria. A mais perto daqui é a escola de magia e bruxaria de Hogwarts, e se a senhorita- e é claro, a senhora – A prof ªMeyer virou a cabeça para Sra. Blair, passando depois a contemplar Lyra. – desejarem,a senhorita poderá cursar Hogwarts, que tem um curso com sete anos de duração. O que vocês me dizem?
- Uau! Quer dizer que eu sou uma bruxa? – Perguntou Lyra, mas antes que a Profª Meyer pudesse responder, ela já berrava, ao mesmo tempo em que pulava pela casa, com muita alegria – Eu sou uma bruxa! Eu sou uma bruxa! Eu sou uma bruxa!
- A hora em que a senhorita cansar de repetir isso, eu voltarei a falar – Disse a Profª Meyer, com um ar de riso inconfundivel.
- Desculpe. – Disse Lyra ruborizando ferozmente, mas mesmo assim, dando um sorizinho. – Pode continuar.
- A não ser para as pessoas mais próximas, as senhoras não devem contar isso à ninguém. O mundo bruxo é secreto aos trouxas. Pensem bem se a senhorita irá à Hogwarts. Voltarei amanhã, às 21h, para confirmar isso, e dar-lhes mais informações. Então, até lá!
- Tchau. Despediu-se Lyra, com um sorriso que ia de orelha a orelha – Até amanhã, professora!
- Adeus – Disse por sua vez, a Sra. Blair. Ela estava pálida, possivelmente por causa da notícia brusca.
- Então, até amanhã. – Disse a Sra. Meyer, dando um giro com um movimento de capa, e sumindo no ar, ao mesmo tempo em que elas ouviam o estalo de alguém aparatando. Mas é claro que elas não sabiam disso.(n/a: q frase escrota!)
- Mamãe, a senhora vai deixar eu ir, não é mesmo? – Lyra nem deu tempo para sua mãe respirar. – Por favor, mamãe! A senhora tem que deixar! Nunca mais eu vou poder escobrir que sou bruxa de novo!
- Lyra, calma. Eu não sei. Vou falar com o seu pai sobre isso, antes de tomar qualquer conclusão precipitada. – Falou a Sra. Blair, olhando para o seu punho, onde se encontrava um relógio de ouro que fora de sua mãe. – Ele já deve estar chegando. Agora, suba, e vá tomar um banho, para poder jantar.
Lyra subiu as escadas sonhadoramente. Isso parecia um sonho. Quer dizer que aquela vez que tinha caído da escada, e milagrosamente, ela não se machucou em nada, era magia que ela tinha feito? Quer dizer que quando sua saia rasgou na festa da Diane, mas quando ela foi olhar, não estava mais rasgada, era magia que ela tinha feito? Lyra começou a pensar em todas as coisas mágicas que ela já tinha feito. Então, só então, se convenceu inteiramente de que era uma bruxa, e que aquela mulher não estava mentindo, que aquilo não era uma pegadinha. E foi com esse pensamento que ela foi tomar banho.
- Lyra, amor, o jantar está pronto. Eu fiz sua comida preferida: lasanha, e torta de framboesa de sobremesa. – Disse a Sra. Blair, batendo na porta do quarto da filha.
- Já to indo, mamãe. Só estou contando para Anne todas as novidades. – Disse Lyra, que agora vestia uma camisola rosa na altura dos joelhos, com um robe de algodão branco com borboletas.
- Tudo bem. Só não demore muito. Vou falar com o seu pai agora sobre Hogwarts. – Falou por sua vez a Sra. Blair, sabendo que isso faria com que Lyra descesse imediatamente. Dito e feito. No mesmo instante, ela ouviu Lyra se levantar da escrivaninha e por as pantufas.
Quando Lyra entrou na sala de jantar, se deparou com a imagem de sempre. Seu pai tinha acabado de despir o paletó e a gravata, pendurando-os no encosto da cadeira. Danny Blair tinha cabelos pretos e olhos igüais aos de Lyra. Tinha um corpo atlético,e, na opinião de Lyra, era muito bonito.
- Oi filha. Trouxe aquela camiseta que vimos na loja aquele dia, sabe? Aquela que você amou. – Disse o Sr. Blair. Era incrível como ele mimava a filha!
- Oi, papai. Sério? Obrigada! Vou usar ela amanhã mesmo, quando a Sra. Meyer vier aqui! – Falou Lyra, sem medir direito as palavras. Isso resultou numa cara de ponto de interrogação no Sr. Blair.
- Quem é essa Sra. Meyer? – Disse ele, por fim.
- Querido, preciso lhe falar uma coisa que aconteceu hoje. Como anda sua pressão? – Perguntou Louise. Em seguida, contou-lhe tudo o que tinha acontecido.
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