5 de jan. de 2009

Sorcière dans Poulard - Capítulo II

Capítulo II- A decisão.

Quando a Sra. Blair acabou de falar, o Sr. Blair estava estupefato. Ele olhou para Lyra.
- Quer dizer que eu sempre tive uma bruxa em minha casa? E não sabia disso? Nossa! Isso realmente é uma revelação e tanto! – Disse o Sr. Blair, com um ar brincalhão.
- Papai... O senhor vai me deixar ir, não é mesmo? Por favor! Prometo que escrevo sempre, e que todas as férias venho para casa! Por favor, papai! O senhor tem de deixar! – Lyra estava fazendo biquinho, sabendo que isso provavelmente convenceria o pai.
- Lyra, por favor, suba. Vou conversar com a sua mãe sobre esse assunto. – Disse o Sr. Blair.
- Mas papai...
- SUBA!
Imediatamente, seus olhos se encheram de lágrimas. Nunca antes seu pai gritara com ela. E se eles não a deixassem ir a Hogwarts? Eles tinham que deixar! Era uma oportunidade única! Tinha de desabafar com alguém. E esse alguém foi Anne, é claro.
Cerca de meia hora depois, o Sr. Blair entrou no quarto para falar com a filha, e a encontrou dormindo, deitada de bruços em sua cama, com o diário e uma caneta na mão. Delicadamente, ele tirou o caderno e a caneta, ajeitou a filha na cama, e cobriu-a. Ele estava arrependido de ter gritado com ela. No dia seguinte, ele não iria trabalhar, devido aos acontecimentos recentes. Então decidiu que iria levar a filha ao shopping, onde eles poderiam conversar despreocupadamente. Deixou o pacote do presente que tinha comprado em cima da mesinha de cabeceira e saiu.
Lyra estava tendo um sono agitado. Sonhava com a Sra. Meyer. Era um sonho sem sentido, em que ela estava escrevendo em Anne, e logo depois, tudo em volta sumia e ela estava empunhando uma varinha, e dizendo palavras sem sentido, enquanto apontava para o nada. O sonho continuou assim por um longo tempo. Lyra ouviu o tilintar de seu despertador e abriu os olhos, sonolenta. Lembrando-se da noite anterior, levantou-se eletrizada. Queria saber se seu pai deixaria-a viajar para Hogwarts. Foi até o banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes, penteou o cabelo e se vestiu, descendo logo após para a cozinha, para tomar o café da manhã. Chegando lá, deparou-se com uma cena dominical. Seu pai estava sentado à mesa, enquanto sua mãe servia bacons, ovos fritos e torradas em seu prato. Estranhou, pois era quinta-feira.
- Papai, o que faz aqui a este horário? – Indagou Lyra.
- Resolvi não ir trabalhar hoje. Eu acho que temos um assunto a resolver hoje, não? Então... Que tal irmos ao shopping ao meio-dia? Aproveitamos e já almoçamos por lá. – Respondeu o Sr. Blair.
-Eu adoraria. – Disse Lyra, com um sorriso.
Quando deu 11h30, Lyra foi se trocar para ir ao shopping com seu pai. Ela estava maravilhosa, com um vestidinho bem soltinho, pois estava muito calor. Levava também uma bolsinha, apenas com os objetos essenciais: lápis de olho, Anne, gloss, celular, câmera digital, rímel, carteira, e coisas afins. Quando desceu até o hall seu pai já estava esperando-a. Os dois se encaminharam para a garagem, e entraram no carro, um new beeatle preto, conversível. O Sr. Blair deu a partida e partiu para o shopping preferido de Lyra.
- Onde você quer ir primeiro? – Perguntou o Sr. Blair, assim que eles cruzaram a porta.
- Ao cinema! Estreiou um filme que parece ser muito legal! Vamos! – Disse Lyra, enqüanto puxava seu pai pela mão para o segundo andar, que é onde se encontra a bilheteria.
Quando chegaram lá e foram escolher a sessão, adivinhem quem eles encontrarm na fila? É claro que Luiz e seus amigos! Lyra escondia uma paixão por Luiz. Quando a viu, ele abriu um sorriso e disse:
- Lyra! Que saudades! Faz quase um mês que não nos vemos. Você está linda!
- Obrigada. Você também. – Murmurou Lyra, torcendo para não ter ruborizado. – Que filme vocês vão assistir?
- Ainda não sabemos... E vocês? – Perguntou Luiz olhando agora para o Sr. Blair, e de volta para Lyra.
- “Amar... Não tem preço.”. É uma comédia romântica.
- Ah... Eu acho que nós vamos ver “Viagem ao centro da terra”. Parece ser bem legal. Ei, não quer vir amanhã no cinema comigo? – Falou Luiz, inacreditavelmente, corando.
- Desculpa? – Falou Lyra. Ela não podia acreditar.
- Bom... Se você não quiser, tudo bem. Eu entendo. – Luiz abaixou a cabeça, abalado com o “fora”.
- Mas eu adoraria! Mesma hora? – Interveio Lyra.
- Sim. Então, até amanhã. – Falou Luiz. O júbilo dele era gigantesco!
- Até. – Disse Lyra – Vamos comprar os ingressos, papai?
- Vamos. – O pai não ouvira nada a conversa,para alívio de Lyra. Ele estivera olhando os volumes que estavam na prateleira da livraria.
Depois que eles acabaram o filme, foram almoçar em um dos restaurantes fast-food do shopping.Enquanto comiam, o pai virou-se para Lyra e falou:
- Então... Você quer mesmo ir para aquele internato?
- Claro papai! Seria maravilhoso! – Lyra sorriu.
- Como você sabe, eu e a sua mãe apoiamos você em todas as suas decisões. Embora ainda a ache muito nova, não vejo outro jeito de você criar consciência. Portanto, se você quer ir, você vai. Hoje, quando conversarmos com a Sra. Meyer, todas as decisões será você que irá tomar, está bom?
- Sim, papai. Eu amo você! – Disse Lyra, saltando para cima de seu pai com os braços abertos, e dando-lhe um abraço e um beijo em cada face.
Acabaram de almoçar, passearem um pouco, fizeram algumas compras e foram para casa. Quando chegaram em casa era 16h. O Sr. Blair subiu para tomar banho, Lyra tirou Anne da bolsa e foi escrever nela. Ela se dirigiu para o jardim de trás de casa, que tinha um banco, e sentou-se nele. Podia ouvir sua mãe, na cozinha, preparando o jantar. Lyra não viu o tempo passar, e quando se deu conta já eram 17h30. Lyra subiu para tomar banho e se arrumar para quando a Sra. Meyer chegasse. Pois afinal, ela era uma garota, e toda garota demora para se arrumar. E ela não fazia exceção à regra.
Lyra estava com uma bata verde, um short branco, uma meia até o joelho e um all star. Estava linda! Quando chegou ao andar de baixo, seus pais já estavam prontos. Seu pai estava com um terno, e sua mãe estava com um vestido informal. Faltava dez minutos para as 21h. Sua mãe estava conferindo pela milésima vez a mesa do jantar. Lyra foi ver o que seria servido, e adorou o que viu! Tinha frango assado com batatas fritas, uma salada completa, filet mignon, entre outras coisas deliciosas. De sobremesa seria servido sorvete de menta com brigadeiro por cima. Lyra ouviu a campainha tocar e foi imediatamente atender.
- Boa noite, Srta. Blair. – Disse a senhora Meyer. Essa noite ela usava uma roupa “normal”. Estava com uma calça xadrez, uma blusa de bolinhas e uma sapatilha masculina. Lyra teve de segurar o riso. Nunca tinha visto alguém naqueles trajes antes.
- Boa noite. Pode entrar, minha mãe e meu pai estão esperando você ali no hall. – Lyra se afastou para a Sra. Meyer entrar.
- Boa noite, Senhor e Sra. Blair. Vocês já sabem o motivo da minha visita, não é? – Disse a Sra. Meyer com um sorrisinho.
- Sabemos. – Disse a Sra. Blair, sorrindo também. – Aceita jantar conosco?
- Eu adoraria. Os senhores preferem jantar ou conversar antes?
- Vamos jantar. Aí enquanto servimos o chá, conversamos. – Falou o Sr. Blair. A primeira vez que se anunciou desde a chegada daquela estranha.
- Legal! Adoro frango assado! – Exclamou Lyra!
Depois que todos jantaram gulosamente, foram para a sala de estar, onde estava posta uma mesinha com chá e cookies. A Sra. Blair serviu quatro xícaras de chá e as destribuiu, ao que a Sra. Meyer começou a falar:
- Por favor, os senhores digam o que querem saber, que eu lhes informarei. Pelas atitudes da Srta. Blair, creio que o desejo dela de ir para Hogwarts vai se tornar realidade. estou certa?
- Certíssima. – Disse Lyra, com um sorriso de orelha a orelha.
- Sra. Meyer, a senhora poderia por favor dizer-nos como fazer para comprar os materiais escolares de Lyra? Porque eu conheço Londres inteira, e a não ser que esteja muito enganada, não há nenhuma loja de artefatos mágicos.
- Na verdade, há. – Disse a senhora Meyer. - Mas somente pessoas bruxas podem ver. O feitiço da desilusão serve para isso. Mas respondendo a pergunta: Em um subúrbio daqui de Londres, há um bar-hospedaria chamado “O cladeirão furado”. Nos fundos desse bar, há uma entrada para o Beco Diagonal, onde vocês poderão encontrar tudo o que precisam para Lyra poder freqüentar Hogwarts.
- Mamãe, depois de amanhã nós podemos ir lá?
- Depois falamos disso, Lyra. – Disse o Sr. Blair. – E no mundo bruxo eles aceitam dólares?
- Não. Os bruxos tem uma moeda própria. Ela é constituida por galeões, nuques e sicles. As moedas de ouro são galeões, dezessete sicles de prata fazem um galeão e vinte e nove nuques, fazem um sicle. É bem simples. U$$ 0,50 fazem um nuque. – Explicou a Sra. Meyer.
- E aonde tem um Câmbio para nós podermos converter dólares em galeões? – Indagou o Sr. Blair.
- No Beco Diagonal. – Disse a Sra. Meyer, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Ah. E de quanto em quanto tempo os alunos vão para casa? – Disse o Sr. Blair. Seria uma tortura para ele ficar um ano inteiro sem ver Lyra.
- Os alunos podem ir para suas casas somente nas férias. Mas eles também têm o direito de permanecer no colégio. – Respondeu a Sra. Meyer.
- E como funciona o ensino? Eles têm quanto tempo de aula? – Questionou a Sra. Blair.
- Os alunos, quando chegarem, serão divididos em quatro casas: Grifinória, Sonserina, Lufa-lufa e Corvinal. Assim que chegam eles passam por uma seleção. Cada casa tem um salão comunal. Os alunos, para os dormitórios, são divididos pelas casas, então por sexo, então por ano. A aula deles começam às 8h e terminam às 17h. Eles têm três refeições diárias, feitas no salão principal. Mas isso não quer dizer que eles não podem comer mais que três vezes ao dia. Cada casa tem uma mesa.Eles prestam, na escola, dois níveis: N.O.M.s, que significa níveis ordinários em magia. Os alunos têm cinco anos de aula antes de presta-los. E o N.I.E.M.s, que signica níveis incrivelmente exaustivos em magia. É como um ensino profissionalisante. Eles fazem com base nos N.O.M.s, mais o que aprenderem para os N.I.E.M.s. Eles recebem o boletim durante as férias, por correio coruja. Mais alguma dúvida?
- Sim. Como eu vou fazer para ir pra Hogwarts? – Perguntou Lyra, curiosa.
- Fácil! – Disse a Sra. Meyer, sorrindo.- É só vocês irem até a estação de King’s Cross, plataforma nove e meia. Corre em direção a barreira da plataformanove e dez, e você a atravessarão, entrando na estação nove e meia.Então você pegará o expresso de Hogwarts. Chegando lá, é só seguir as instruções do professor que estará lá.
- Obrigada. Você tem algum telefone para contato? – Perguntou a Sra. Blair.
- Não. Desculpe. Mas aqui está o meu endereço. – Disse a Sra. Meyer, entragando-lhe um papelzinho – Vou deixar uma coruja de Hogwarts com você, até o primeiro dia de aula, para caso precisarem me contatar. Mais alguma dúvida?
- Nenhumazinha. – Disse Lyra.
- Sendo assim, eu já vou. Adeus. – Despediu-se a Sra. Meyer.
- Tchau. – Disse em coro a família Blair.
E, novamente, com um movimento de capa e um estalo, ela desapareceu. Lyra estava que era só sorrisos. A primeira coisa que ela disse foi:
- My God de bigode! Não acredito que vou ser uma Hogwartiana! Vou contar tudo para Anne. Boa noite, papai. Boa noite, mamãe. – Disse Lyra, dando um beijo em cada face dos dois e subindo para o seu quarto. Lá, ela escreveu tudo que consegui em Anne, antes que a sua mão ficasse dolorida. Então, pôs o caderno e o lápis de lado e adormeceu. Foi uma noite tranqüila, sem sonhos. Quando acordou no outro dia, estava ansiosa para o shopping com Luiz.

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