Capítulo I - A menina
Era onze horas da noite em Londres, em uma cidadezinha pacata na rua 14 do bairro Carey uma casa se destacava das outras, tanto pela beleza quanto pela simplicidade. Era uma casa branca de dois andares com duas varandas no andar de cima. Mesmo com a densa nevoa que cobria o vilarejo podia se ver na sacada do lado direito vários Lírios.
No meio dos Lírios uma garota de 16 anos, ruiva, olhos verdes esmeralda, calça jeans básica, uma blusa verde que destacava os cabelos e os olhos e um tênis simples. Tinha ainda uma xícara de chocolate quente na mão.
Lílian Evans, uma garota doce e delicada. Ela estava apoiada na madeira que dava sustentação a varanda. Observava o vilarejo. Lílian suspirou e olhou para o relógio, faltavam duas horas para seu aniversario de 17 anos.
A ruiva era especial. Não só pela inteligência, mas também por ser uma bruxa. Lílian era sensível e dedicada. Apesar de amar muito os pais estava começando a preferir ficar em Hogwarts até mesmo nas férias, pois sua irmã Petúnia atormentava lhe a vida, tornando-a um inferno.
Estava apenas no começo das férias de verão e Lílian já se sentia cansada em relação aos comentários da irmã. Nenhuma de suas amiga, Marlene,Morgana e Alice haviam mandado cartas. Estava pela primeira vez querendo voltar pra Hogwarts antes do tempo.
Ela respirou com força e o ar frio da noite invadiu seus pulmões, tomou um gole de chocolate quente e colocou o fone do MP3 que havia ganhado de natal.
“ Mudaram as estações nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu está tudo assim tão diferente...”
Os pensamentos de Lílian começaram a fluir e ela simplesmente deixou. As lembranças que vinham em sua cabeça. Lembrou-se do dia em que Sirius quase conseguiu arrancar um beijo de Marlene. De Remo e Morgana estudando juntos. De Tiago pedindo para sair com ela...
As lembranças iam levando Lílian. Até que um estrondo no andar de baixo da casa fez Lílian sair de seus devaneios. A ruiva deixou a xícara de chocolate quente e os fones de ouvido em cima da escrivaninha. Desceu as escadas com a varinha imposta, quando viu a luz da cozinha acesa percebeu que era sua mãe.
- Mãe é você? – Perguntou Lílian abaixando a varinha e entrando na cozinha.
- Oi Lily... Desculpe se te acordei não estava conseguindo dormir. – Disse uma outra mulher tão ruiva quanto Lily só que de olhos castanhos.
- Você não me acordou, eu também não estava conseguindo dormir. – Respondeu Lílian.
- Ah Lílian... Tenho que te contar uma coisa.
Nayara a mãe de Lílian, parecia preocupada. Nayara se se sentou à mesa e Lílian sentou-se ao lado dela.
- Pode falar mãe. – Encorajou Lílian.
- É a sua irmã, ela vem tirando notas baixas na escola, anda com um bando de garotas patricinhas. Não sei mais o que fazer.
- Mãe eu sei que isso não é uma coisa legal de se dizer, mas acho que já está na hora da senhora mudar um pouco a forma de tratar a Petúnia. Tanto ela quanto eu sempre tivemos tudo, ta na hora das duas aprenderem a dar valor a isso.
- O que você sugere?
- Trabalharmos nas férias.
- Lílian, mas vocês perderiam suas merecidas férias trabalhando?
- Quem deve ter merecidas férias são você e o papai. Mãe porque você e o papai não fazem uma segunda lua de mel? Olha,eu e a Petúnia não nos damos bem é verdade, mas a gente não vai se ver o dia inteiro porque vamos estar trabalhando e mais do que nunca você e o papai merecem tirar férias!
- Ah minha filha, você é mesmo uma flor de gente. Mas eu acho que vou fazer a Petúnia trabalhar em outro lugar.
- Como assim?
- Lílian você merece tirar férias. Você vai pra casa da sua avó, que é bruxa como você. E a Petúnia vai ficar com a tia Tamy trabalhando aqui na cidade e eu e o seu pai,vamos pra nossa segunda lua de mel!
- Tudo bem! Vou dormir mãe, até amanha.
- Ok! Boa noite filha e a propósito, parabéns!
Nayara apontou para o relógio que marcava 01:00h da manha.Agora Lílian já era maior de idade no Mundo bruxo. A ruiva deu um abraço na mãe e depois subiu para o quarto, colocou a camisola e dormiu.
Os raios de sol entravam pela sacada aberta do quarto da ruiva. Lílian acabou acordando. Tomou um banho demorado e depois desceu para o café da manha.
- Bom dia Pai, mãe Túnia! – Disse Lílian.
- Bom dia aberração! – Gritou Petúnia.
- PETÚNIA EVANS VÁ JÁ PRO SEU QUARTO E NÃO SAI DE LÁ ATÉ EU MANDAR!- Gritou John o pai de Lílian.
- Pai... – Lílian tentou contornar a situação, mas não teve sucesso.
- Não Lílian, eu estou cansado de ouvir a Petúnia falar essas coisas horríveis de você, não foi essa a educação que eu dei pra vocês, cadê os bons costumes e a moral dessa casa? – Falou o pai de Lílian.
Petúnia subiu as escadas correndo e bateu a porta do quarto. Lílian sentou na cadeira ao lado do pai onde sentava de costume, e se derramou em lagrimas. Nayara veio em sua direção e a abraçou.
- Lily, não fique assim filha... Ela vai entender. – Tentou acalmar Nayara.
- Tenho que ir, se cuidem. – Disse John dando um beijo na testa de Lílian e um na boca de Nayara, depois saindo pela porta da frente.
- Filha eu conversei com a sua avó. – Disse Nayara depois de Lílian ter parado de chorar.
- E então o que ela disse? – Perguntou Lílian curiosa.
- Ela disse que adoraria que você passa-se as férias na casa dela e disse que vai vir te buscar hoje, e que vai chegar perto do horário de meio dia, então como já são dez horas acho que você deve terminar o café, e arrumar sua mala.
- Tudo bem...
Lílian terminou o café da manha e depois subiu para o quarto. Abriu o guarda roupa tirou varias das peças, todas dobradas e com muito cuidado as colocou na mala, depois abriu uma porta, onde se encontrava o closet cheio de sapatos. Pegou uns dez pares e os colocou em outra mala. Depois se aproximou da escrivaninha cheia de livros, pegou alguns, um caderninho pequeno com uma capa rosa cheio de corações, e penas e pergaminhos e os colocou dentro de uma bolsa menor. Depois pegou a mala de roupas e colocou em um compartimento, escova de cabelo, escova de dente, sabonete, shampoo, hidratante, cremes e maquiagens. Depois pegou as três malas que tinha arrumado e colocou perto da porta. Pegou uma pena, um tinteiro e quatro pergaminhos, se sentou na escrivaninha, escreveu as cartas para seus amigos.
Caro Remo
Oi! Como vai? Espero que bem. Como tem passado ás noites de lua cheia, lembro-me agora que é na semana que vem. Estou lhe enviando essa carta porque não vou passar as férias em casa como esperei, vou para a casa de minha avó bruxa, que é em um povoado bruxo chamado Godric’s Hollow. Bom, melhor do que ficar em casa escutando minha irmã me chamar de aberração. Espero que tenha ótimas férias.
Com carinho
Lílian Evans
Lílian dobrou a carta ao meio e colocou dentro de um envelope, esse que se lembrava de ter feito nas aulas de historia da magia, porque até mesmo ela tinha que admitir que a história da rebelião dos gigantes era muito chata. Lílian pegou sua coruja, Marie da gaiola, fez carinho e recebeu leves bicadas de agradecimento, prendeu a carta ao pé da coruja e depois a soltou na varanda. Depois voltou a sua escrivaninha e redigiu outra carta, dessa fez a Morgana.
Morgana
Oi! Como vai? Como andam as ferias? O seu cachorro está melhor? Lembro-me que você disse que ele estava meio estranho. Bom, estou te mandando essa carta pra avisar que não vou passar minhas férias em casa como previ e sim na casa de minha avó bruxa, na vila também bruxa de Godric’s Hollow. A propósito você já falou pro Remo que é apaixonada por ele? Morgana eu estou te devendo uma, não me esqueço do que você falou pro Potter aquele dia... Espero que suas férias sejam boas, o tanto quanto as minha. O que poderia ser melhor do que ficar as férias todas na casa de minha avó bruxa e sem encomodações do Potter?
Com carinho
Lílian Evans.
Mais uma vez Lílian dobrou a carta no meio e a colocou dentro de um envelope. Deixou a carta de lado e começou escrever outra.
Marlene
Oi Lene! Tudo bem? Estou morrendo de saudades de vocês! E ai falou com seus pais sobre o “garoto estranho que passou correndo e roubou seu coração”? Lembro-me até hoje daquela cena. Bom, estou te escrevendo porque vou para a casa da minha avó bruxa em Godric’s Hollow, que também é uma vila bruxa, eu não poderia estar mais feliz. Cuide-se e não faça bobagens.
Com carinho
Lílian Evans
Lílian pegou a carta novamente e a dobrou no meio e a colocou dentro de outro envelope. Colocou esse em cima do outro, escrito anteriormente. Depois pegou o ultimo pergaminho.
Alice Longbotton
Oi Lice! Tudo bem? Espero que sim... E como anda seu namoro com o Frank? Já vão casar? Eu quero ser madrinha! E então como estão as coisas? Bom, estou te escrevendo porque não vou passar as férias em casa (Um milagre eu sei), vou para a casa da minha avó, em Godric’s Hollow. Me mande noticias.
Com carinho
Lílian Evans
Pela ultima vez Lílian dobrou a carta no meio e a colocou em outro envelope. Pegou as três cartas e colocou dentro da sua bolsa grande de mão. Lílian escutou a porta da entrada se abrir, provavelmente sua avó havia chegado. Olhou para o relógio e percebeu que marcava onze e meia. Pegou a bolsa grande de mão e a colocou no ombro. Depois pegou a gaiola de Marie e colocou em cima da mala grande, que estava em pé ao seu lado. Pegou a mala de sapatos que era menor e mais a outra onde estavam seus livros. Já ia começar a puxar tudo quando se lembrou que já era maior de idade. Deu um sorriso enviesado e com um aceno de varinha vez as malas descerem na escada pela sua frente. As colocou no Hall e foi até a cozinha. Encontrou uma mulher, na terceira idade e ela sabia disso só porque era sua avó, porque nunca daria 50 anos a aquela senhora com uma saia e um casaquinho básico e sapatos escarpan de mesma cor, bege.
- Lílian, como você cresceu! – Disse a senhora que agora estava com cabelos brancos, mas Lílian sabia já foram ruivos.
- Oi vó! – Disse Lílian abraçando a senhora.
- Por favor, me chame de Mel. – Disse a senhora.
- Tudo bem, Mel! – Brincou Lílian.
- Temos que ir querida.
Lílian deu um abraço e um beijo na mãe. Depois saiu com a avó para o carro que estava estacionado na frente da casa. Suas malas, ela percebeu já estavam no carro. Sentou no banco da frente ao lado de Mel. O carro entrou em movimento por aquela rua estreita do vilarejo.
- São muitas horas de viajem? – Perguntou Lílian.
-Três. – Respondeu Mel. – Não se preocupe você vai gostar de passar as férias comigo.
- Eu não estou preocupada, estou curiosa. – Disse Lílian.
- Bom você vai ver que minha agenda é bem lotada. Depois vou a prefeitura, mas você não precisa ir junto.
- Mel, eu gostaria de trabalhar.
- Trabalhar? Lílian, mas e as suas férias?
- Eu quero. Gosto de trabalhar e sei muito bem que a senhora vai ficar fora de casa o dia intero, então é melhor que eu trabalhe.
- Ah Lílian, você é muito parecida com a sua mãe.
- Eu sei disso.
- E Petúnia como está? – Perguntou Mel fazendo uma curva meio desajeitada.
- Está do mesmo jeito que sempre esteve. – Lílian falou com um pouco de rancor na voz e Mel percebeu.
- Não ligue querida, ela vai entender e ver que somos belas pessoas. – Mel deu um sorriso muito simpático para Lílian.
As duas seguiram viajem conversando, rindo e escutando musicas. Mel parou na frente de uma casa branca. Tinha um jardim com grama muito bonito. A casa tinha dois andares, e era enorme em largura. Deveria ter uns dez quartos. Era mesmo uma mansão. Era toda em mármore branco e Lílian percebeu que algumas partes, como maçanetas, peitoral da janela e alguns símbolos eram talhados a ouro. O aspecto da casa por dentro não era menos bonito, ao contrario era muito mais bonita. Quando se entrava poderia ver um Hall de entrada enorme e no fim dele uma escada que se dividia em duas. Do lado esquerdo do hall ficava uma porta que levava a cozinha, do lado direto a porta que levava a sala de estar. Lílian seguiu Mel. Subiram à escada e andaram pelo corredor da direta. Entraram na segunda porta da esquerda. Tinha uma cama de casal, um closet, um guarda roupa, uma escrivaninha e um banheiro. Havia uma sacada com vários lírios. E também uma vista incrível. Dava pra ver pela sacada um riacho e uma floresta pequena à direita. Era um lugar muito bonito e ainda tinha um lindo jardim de rosas, violetas e lírios.
- É muito lindo! – Disse Lílian espantada com tanta beleza.
- Que bom que gostou esse é o seu quarto. – Disse Mel, satisfeita. – Bom, Lílian, arruma-se porque temos uma visita pra fazer agora.
- Mel? Precisa ser a rigor? – Perguntou Lílian meio encabulada.
- Não, Sara também não gosta disso.
Mel saiu do quarto. Lílian abriu sua mala que estava em cima da cama. Colocou uma saia branca com uma blusa rosa e uma sandália. Penteou os cabelos e colocou uma fita nele, como se fosse uma faixa de cabelo. Passou um brilho labial, e uma sombra simples branca. Quando ia saindo do quarto percebeu que Marie tinha chegado com a carta de Remo. Tirou a carta da perna da coruja, colocou a outra que era pra Morgana e despachou a coruja. Abriu a carta de Remo.
Lílian
Oi Lílian! Estou bem e você? Bom me dói lembrar que já é semana que vem. Você teve noticias da Morgana? Que ótimo que você vai ter suas tão merecidas férias e viver em paz, longe daquela sua irmã. Acho que você vai ter uma grande surpresa. Veremos-nos em breve.
Atenciosamente
Remo Lupin
- Como assim? Veremos-nos em breve? – Perguntou Lílian para si mesma.
- Lílian, temos que ir! – Ouviu a voz de Mel no andar de baixo da casa.
Lílian desceu as escadas correndo, recebeu um elogio de Mel pela escolha da roupa. E assim as duas saíram e começaram a caminhar pela rua em silencio. Era uma rua muito bonita, talvez por ser bairro nobre. Havia uma praça com uma fonte, uma igreja e do lado um cemitério. Havia também um mercado, uma farmácia, um hospital, uma boate e varias lojas, alem das casas. Era estranho isso porque normalmente vilarejos não possuíam todos meios comerciais. As duas subiram por uma rua ladeada. Pararam em frente a uma mansão a prefeitura.
- Lilian querida, porque não vai dar uma volta? – Perguntou Mel.
- Tudo bem. – Respondeu Lilian saindo.
A ruiva foi andando pela rua ladeada que ainda subia bastante. Resolveu se sentar em um banco de uma praça. Andou pela grama verdinha e bem cuidada, se sentou no banco e ficou olhando varias crianças brincarem. Uma em especial chamou sua atenção. Parecia meio triste estava sentada longe das outras crianças e não estava brincando. Estava sozinha. Lilian se aproximou da garota, ela tinha os cabelos pretos, olhos castanho-azincentados.
- Olá! – Disse Lilian se sentando ao lado da menina.
- Oi. – Respondeu a garota sem entusiasmo.
- Qual o seu nome? – Perguntou lhe mais uma vez Lilian.
- Beatriz, mas pode me chamar de Bia. – Respondeu a garota dando um sorriso amarelado.
- Eu sou Lilian, mas pode me chamar de Lily. Você quer brincar? – Perguntou mais uma vez Lilian se pondo de pé.
- Não, as outras garotas falaram que eu sou muita feia pra brincar. – Respondeu Bia com lagrimas nos olhos.
- Oh! – Lilian se sentou ao lado da menina. – Você é muito linda, elas é que não são. Não se pode falar isso pras pessoas. Mas Bia tem certeza que não quer brincar? Parece que as mães delas estão levando elas pra casa. Mas porque elas chamaram você de feia?
- É que eu sou... – Bia se levantou e olhou Lily.
- Bruxa? – Chutou Lily.
- Como você sabe? – Quis saber a garota.
- Eu também sou uma. – Falou Lily.
Beatriz se sentou mais uma vez ao lado de Lilian ainda boquiaberta. As duas observaram as outras crianças irem saindo da praça.
- Vamos brincar? – perguntou Lily.
- Aham. – Respondeu Bia.
Lilian saiu correndo e as duas passaram quase que toda a tarde brincando nos balanços, correndo em volta de uma fonte, entre outras brincadeiras. Lilian até conjurou uma bola. A noite se aproximou e Lilian achou melhor por um fim na brincadeira. A mãe da garota parecia ter chegado.
- Bia! – Chamou a mulher com cabelos pretos iguais ao da menina.
- Mamãe. – Chamou Bia e deu um longo abraço na mulher.
- Olá, sou Sara. – Disse a mulher estendendo a mão para Lilian.
- Ah! Lilian Evans. – Disse a ruiva apertando a mão de Sara.
- Cadê a Marli? – Perguntou Sara a Bia.
- Ela disse que não queria cuidar de uma aberração, ai depois todas as garotas foram embora, e apareceu a Lily que também é bruxo. – Respondeu Bia.
- Lilian, nem sei como te agradecer. Você é neta da Mel? – Perguntou Sara.
- Sim, você a conhece? – Perguntou Lilian.
- Bom, há muitos bruxos aqui e todos se conhecem, mas eu encontrei com ela na prefeitura, sabe o prefeito também é bruxo e ela me disse que você queria um emprego, bem agora que perdi minha baba, o que você acha de ser a nova baba da Bia, não sou uma patroa ruin. – Falou Sara.
- Eu adoraria. – Disse Lilian.
- Ok! Amanha eu passo na casa da sua avó, e falo com ela. Você se importaria se eu deixa-se a Bia lá? – Perguntou-lhe Sara.
- Não, claro que não. Bom tenho que ir. Até amanha então. – Despediu-se Lily dando um beijo na bochecha de Bia e recebendo outro da menina.
Lily saiu correndo porque já estava noite e muito frio. Os sapatos não ajudaram em nada, mas conseguiu chegar em casa salva. Depois de contar a Mel sua aventura e que conseguira um emprego, jantou e foi para o seu quarto. Claro que Mel deu os parabéns e uma blusa rosa de presente coisa mais linda.
- Ah! Como cansa brincar com crianças. – Falou Lilian sozinha.
A ruiva tomou um banho demorado colocou uma camisola. Depois viu que Marie tinha chegado com a carta de Morgana.
Olá Lily
Estou bem e meu cachorro também, obrigada por se lembrar. Quanto a falar pro Remo sobre essa minha paixão ardente, vai ter que ficar pra depois. Sabe eu briguei feio com meu pai e queria saber se poderia ficar na casa de sua avó, se não for encomodo. Eu sei o que vai dizer Lilian, que eu não posso fugir das minhas obrigações, mas não da pra viver aqui, eles apóiam Voldemort, e querem que eu faça o mesmo. Prefiro morrer a isso. Bom eu não sei a resposta que você vai me dar nessa carta, mas não da pra esperar, te vejo amanha de manha.
Com carinho
Morgana
- Ah Meu Deus! – Exclamou Lilian. Ela desceu as escadas correndo e encontrou Mel sentada no sofá, estendeu a carta para a avó que leu.
- Não tem problema, ela pode vir para cá. Coitada. Conheço o pai dela, família Laurence se não me engano. Bando de idiotas, não se preocupe querida, acho melhor você ir dormir Lilia.
- Tudo bem, valeu mesmo Mel. – Lilian deu um beijo na bochecha da mulher e subiu as escadas.
Lilian colocou a carta para Marlene na perna da coruja, depois a despachou. Deitou na cama e sem pensar em mais nada dormiu.
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